
Relatório de tendências
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Com 62,7 GW solares, 14,5 TWh de curtailment e R$ 1,6 bilhão em receitas desperdiçadas, o país enfrenta uma contradição: gera energia limpa que não consegue usar. O armazenamento em baterias é a infraestrutura que falta para fechar essa equação.
62,7
GW instalados
Energia Solar Fotovoltaica
Segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira. 24,2% da capacidade instalada total — acima da soma de todas as fontes fósseis.
14,5 TWh
Energia renovável gerada, porém desperdiçada, e equivalente ao consumo anual de 7 milhões de residências
685 MWh
Capacidade atual de armazenamento é suficiente para absorver 0,005% do curtailment anual.
R$ 44 bi
Mercado projetado de armazenamento até 2030 — entre BTM, utility-scale e off-grid (ABSAE)
Leitura do Relatório
Este relatório é organizado em torno de três dinâmicas que definem o momento atual do armazenamento de energia no Brasil.
A expansão fotovoltaica superou a capacidade do SIN. Com 70% vindo de MMGD sem comando centralizado, o curtailment atingiu 14,5 TWh — um fenômeno estrutural, não sazonal.
Do primeiro BESS utility-scale (ISA CTEEP, 30MW/60MWh) a pilotos insulares como Noronha Verde, o Brasil testa modelos que combinam reforço de rede e gestão de demanda.
O trípode CP 39/2023 + LRCAP 2026 + Lei 15.269 define as bases para a contratação de 10-15 GW até 2030 com incentivos Reidi e alíquota zero de importação.
US$ 115/kWh
Preço baterias Li-ion 2024
-90% desde 2010
85 GW
Capacidade global 2023
42 GW adicionados só em 2023
6x
Multiplicador IEA até 2030
Baterias = 90% do crescimento
360 GW
Meta IRENA 2030 (1.5°C)
20x vs 17 GW em 2020
Três seções com dados, gráficos interativos e cenários de investimento para tomadores de decisão.